domingo, 1 de agosto de 2010



Acho que vivemos em meio de uma enorme crise de identidade. A um tempo atrás li uma entrevista com a crítica da cultura pop, sempre colocada nas listas dos grandes nomes da intelectualidade contemporânea, a americana Camille Paglia. Durante anos ela teve como ícone máximo a cantora Madonna, de quem exaltou a ousadia e a criatividade em dezenas de artigos. Aí, desencantou-se – hoje a considera "patética". Nessa mesma entrevista Camille disse algo que me saltaram os olhos: "A feminilidade americana hoje é louca, é 'superconceituada'. Todas as mulheres querem ser a Carrie de Sex and the City. Não acho nada estranho que tantos rapazes bonitos e inteligentes não queiram se casar ou sejam gays"

Não consegui não concordar com Camille. Acho que hoje em dia, mais do nunca, as mulheres sentem uma necessidade de ser e usar o que está na moda um pouco além do normal. Quantas pessoas já não vimos usando algo que estava na moda e que lhe caiu horrivelmente? Batom vermelho é um ótimo exemplo disso. É lindo, mas não é para todas. Do mesmo jeito que talvez a pessoa que fique bem com o batom vermelho não seja a pessoa mais apropriada para usar uma roupa com os ombros bufantes. Acho que o charme e o encanto de cada uma de nós está exatamente no que temos de diferente dos outros, e por isso mesmo deveríamos valorizar essas diferenças, e não tentar escondê-las para nos alinharmos ao igual, normal, bonito seja lá qual for o nome, isso é medíocredade, não é à toa que a pessoa se torna desinteressante.


Eu vou com Paulo Leminski em todos os sentidos:
“Isso de querer ser exatamente o que agente é, ainda vai nos levar além”

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...